terça-feira, 4 de agosto de 2015

O andar dos crentes

“Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios,
Remindo o tempo; porquanto os dias são maus.” (Efésios 5:15-16)

O texto referido acima alude sobre duas maneiras de andar: “O andar como néscios”¹ e “o andar prudente como sábios”.
A característica fundamental do néscio gira em torno do que é essencialmente pecaminoso, conforme Tito 3:3. “Pois nós também, outrora, éramos néscios, desobedientes, desgarrados, escravos de toda sorte de paixões e prazeres, vivendo em malícia e inveja, odiosos e odiando-nos uns aos outros.”
Porém, a expressão “Pois nós também, outrora, éramos néscios”, nos remete à realidade espiritual da nossa libertação por Deus Pai do domínio do pecado e do império das trevas no qual éramos cativos. “e que nos tirou do poder das trevas, e nos transportou para o reino do seu Filho amado; em quem temos a redenção, a saber, a remissão dos pecados;” (Colossenses 1:13-14). Agora, nessa esfera celestial do reino do Filho de Deus é onde devemos andar rumo à perfeição, o que Paulo denominou aos Colossenses como “prudentemente como sábios”, isto é, tendo em vista a soberana vocação de Deus em Cristo. Escrevendo aos Filipenses ele mostra o alvo de toda essa jornada dos crentes que se inicia em Cristo e converge-se para Cristo. “Não que já a tenha alcançado, ou que seja perfeito; mas prossigo para alcançar aquilo para o que fui também preso por Cristo Jesus. Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.” (Filipenses 3:12-14). O significado essencial da expressão “pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus”, que Paulo mencionou, pode ser traduzida como “ser conformado à imagem do Filho de Deus”. Quanto a isso foi que o mesmo apóstolo declarou aos irmãos da Galácia dizendo: “Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós;” (Gálatas 4:19). Podemos parafrasear este verso da seguinte forma: “meus filhinhos - renascidos por Deus, portando filhos de Deus -, novamente estou sofrendo dores de parto por vossa causa, a fim de que Cristo ocupe todo o vosso ser”. Esse era o foco do apóstolo Paulo, e deve ser igualmente, de todo regenerado. Assim como o povo hebreu, libertos do Egito deveria entrar em Canaã e tomar posse de suas riquezas (tipo de Cristo, as riquezas de sua graça e o descanso espiritual – infelizmente não puderam entrar por causa da incredulidade, conforme Hebreus cap.3), o cristão sendo liberto do mundo deve ter esse objetivo supremo: Cristo e o Seu reino eterno. Notem, porém, irmãos, o apóstolo não estava mencionando sobre obter a salvação – porque esta é por graça de Deus em Cristo: pela sua vida, crucificação, morte, sepultamento e ressurreição -, mas por obter o prêmio da salvação, e isso implica em cooperação do crente; diligência por parte do cristão, autonegação, esvaziamento, etc., enfim, o que nosso Senhor declarou: “E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me.” (Lucas 9:23). Negar-se a si mesmo, tomar a cruz diariamente e seguir a Jesus é o “andar prudentemente como sábios”. Assim como os irmãos da Galácia deveriam, como Paulo, “levar o morrer de Jesus sempre no corpo e viver pela fé do Filho de Deus” (Gálatas 2:19-20), o Senhor não brilhará sobre nós, exceto quando tomamos Sua Palavra como nossa luz e vivermos pela fé. A Escritura Sagrada é a lâmpada para os pés dos filhos de Deus – o mapa divino que conduz ao céu -, bem como a luz para os seus caminhos. “A não ser que a Palavra de Deus ilumina o caminho, toda a vida dos homens estará envolta em trevas e nevoeiro, de forma que eles inevitavelmente irão perder-se”². O Espirito Santo guia o Seu povo de acordo com a Escritura e nunca de maneira contrária a ela. O Senhor ao nos dar a Escritura, como Sua revelação, não tem a intenção de nos dar todas as informações que pudéssemos desejar nem de resolver todas as questões com as quais a alma humana vive perplexa, mas a de transmitir o suficiente para ser um guia seguro para o porto do descanso eterno. Vejamos algumas indicações bíblicas que nos revelam o caminho em relação a maneira correta de andar dos crentes em Cristo. “Portanto, assim como recebestes a Cristo Jesus, o Senhor, assim também nele andai, arraigados e edificados nele, e confirmados na fé, assim como fostes ensinados, abundando em ação de graças.” (Colossenses 2:6-7). Como fomos libertados do império das trevas e transportados para o reino de Cristo, é a partir dEle próprio e com Ele que inicia-se a jornada de fé, arraigados nele, fundados nele e construidos sobre Ele, a Pedra angular. Alguém já ponderou muito bem dizendo: “Assim como Cristo é a raiz pela qual o santo cresce, Ele é a regra pela qual o santo anda”. Agora somos chamados a viver uma vida de tal modo exemplar que o mundo não possa negar que somos filhos de Deus. Isto não quer dizer impecabilidade, inerrância ou perfeccionismo do crente, pois enquanto os santos não forem transformados deste corpo corruptivel, estarão sujeitos à falibilidade, por isso mesmo há a necessidade do Advogado Celestial para interceder por eles. (ver 1ªJoão 2:1). Essa vocação a que fomos chamados implica a andarmos coerentemente como “em vida nova” (Romanos 6:4), “em fé” (2 Corintios 5:7), “em espiritualidade” (Gálatas 5:16), “em amor” (Efésios 5:2), “em cautela” (Efésios 5:15), “em iluminação” (1ª João 1:7), e tendo em tudo isso o principal objetivo: “em semelhança a Cristo” (1ª João 2:6). Somente andando “na verdade” (cf. 3ªJoão v.4), em sujeição a Deus Pai, é que manifestaremos “o bom perfume de Cristo” (cf. 2ª Corintios 2:14-15), perante os irmãos e ao mundo, e só assim teremos cumprido a determinação acima: “Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, Remindo o tempo; porquanto os dias são maus.” (Efésios 5:15-16).

"Senhor Bendito, Deus e Pai de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Tu tens misericordiosamente nos chamados a andar de modo digno da vocação celestial. Precisamos da suficiência que vem de Ti. Tu já nos tem dado provisões suficientes para andarmos de acordo com esse chamado. Dá-nos agora graça para respondermos positivamente. Desejamos ser conquistados pela Tua graça irresistível e andarmos sempre na orientação do Senhor estabelecida na Tua palavra. Conduza os nossos corações ao Teu amor e à constância de Cristo. Sê generoso para conosco para que vivamos e observemos a  Tua palavra. A nossa alma está apegada ao pó: vivifica-nos segundo a tua palavra. Faze-nos atinar com o caminho dos teus preceitos; e meditaremos nas tuas maravilhas. Firma os nossos passos na tua palavra; e não nos domine iniquidade alguma. Criaste-nos para Ti e nossos corações não estarão sossegados enquanto não encontrar em Ti descanso. Ensina-nos, Senhor, o teu caminho, e andaremos na tua verdade; dispõe-nos o coração para só temer o teu nome. Contempla o rosto do Teu Ungido, oramos no nome Dele. Amem!"

(Levi Cândido)
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Notas:
¹Néscio – sinônimos: Sem instrução, sem discernimento, sem sentido, sem coerência, sem competência, ignorante, estúpido,  incapaz, inepto, etc...
²João Calvino

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Somos Salvos pela Graça...Mas o que é Graça?

“Atraí-os com cordas humanas, com laços de amor; e fui para eles como quem alivia o jugo de sobre as suas queixadas, e me inclinei para dar-lhes de comer.” (Os 11:4)

A graça divina é pedra de tropeço àqueles que se consideram dignos de aprovação diante de Deus por seus próprios méritos, mas é preciosidade para os indignos, para os combalidos, para os desgraçados, para os maltrapilhos da vida. “A graça é uma provisão para homens que se acham tão decaídos que não podem erguer o machado da justiça, tão corruptos que não podem mudar a sua própria natureza, tão contrário a Deus que não podem voltar-se para Ele, tão cegos que não podem vê-lo, tão surdos que não podem ouvi-lo, tão mortos que Ele mesmo precisa abrir os seus túmulos e levantá-los para a ressurreição.”1 A graça é uma ofensa ao mérito. Ela é a manifestação da suficiência de Deus para a nossa completa deficiência. “Deus amou-nos quando não havia nada de bom para ser visto em nós, e nada de bom para ser dito por nós.”2 “Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.” (Rm 5:8) A graça é o amor em ação; é o amor tomando a iniciativa. “Quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós.” Deus agindo favoravelmente através de Cristo Jesus para nossa completa salvação; passada, presente e futura, é declaração majestosa do evangelho da graça plena. As Escrituras Sagradas é categórica neste sentido. “Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos),” (Ef 2:4-5) “Mas Deus”. Esta expressão contém em si mesma a definição da graça. Não é Adão em busca de Deus, Mas Deus em busca de Adão: “E chamou o SENHOR Deus a Adão, e disse-lhe: Onde estás?” (Gn 3:9) “A diferença entre o cristianismo e todos os outros sistemas religiosos consiste principalmente nisto: Em todas as religiões vê-se o homem procurando a Deus, enquanto no cristianismo temos Deus procurando o homem.”3 Não haveria possibilidade de alguém buscar a Deus se antes não fosse buscado por Ele. Não haveria possibilidade de alguém amar a Deus, se antes não fosse amado por Ele. Deus é a causa primária de nosso amor e interesse Nele. “Nós o amamos porque ele nos amou primeiro.” (1 Jo 4:19) Se houvesse a possibilidade de alguém buscar a Deus para ser salvo, a morte de Cristo Jesus seria desnecessária. “Nenhum pecador jamais foi salvo por ter dado o coração a Jesus. Não somos salvos por termos dado, mas sim pelo que Deus deu.”4 O evangelho das boas novas anuncia: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (Jo 3;16) A ênfase neste verso está no amor de Deus e na sua dádiva com o determinado objetivo de buscar e salvar o perdido. Não é a ação por parte do homem em crer que deve ser louvada, mas o amor imensurável por parte de Deus abrindo a possibilidade da salvação do perdido pecador. “Como quando um príncipe estende a mão a um mendigo: não se elogia a nulidade do mendigo, mas a misericórdia e a bondade do príncipe.”5 Mas como era impossível achegar-nos a Deus pelas obras de justiça ou por qualquer outro meio, Deus enviou o Seu Filho unigênito, movido por seu inefável amor e misericordiosa graça a fim de que por Ele tivéssemos acesso à Sua presença. “Nada que não seja gratuito é seguro para os pecadores...A não ser que sejamos salvos somente pela graça, não podemos absolutamente ser salvos.”6 “Mas quando apareceu a benignidade e amor de Deus, nosso Salvador, para com os homens, Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo, Que abundantemente ele derramou sobre nós por Jesus Cristo nosso Salvador; Para que, sendo justificados pela sua graça, sejamos feitos herdeiros segundo a esperança da vida eterna.” (Tt 3:4-7) C.S.Lewis pesou a sua pena sem pena quando escreveu: “Agnósticos amáveis falarão alegremente de como o homem procura a Deus. Para mim, eles podem também falar sobre como o rato procura o gato...Deus encostou-me na parede.” Mas graça é assim mesmo; é Deus agindo favoravelmente para com aqueles onde há absoluto demérito. Estou na fila da graça. A Sua palavra sustenta que fui aceito incondicionalmente por Deus em Cristo Jesus, dependendo tão somente de Seus atributos, Seus méritos e Sua obra redentora e eficaz em meu favor, assegurando-me plena e poderosa salvação; passada, presente e futura. “Não sou perfeito em entender o que Deus quis, o que Deus planejou; só sei que à sua direita está alguém que é meu Salvador.”7 “Ora, o essencial das cousas que temos dito, é que possuímos tal sumo sacerdote, que assentou-se à destra do trono da Majestade nos céus. Ele que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as cousas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade nas alturas,” (Hb 8:1; 1:3) A parábola do filho pródigo em Lucas 15 ilustra com precisão o caráter gracioso do Aba. Podemos dizer que o que está em destaque neste episódio e merece solene consideração de nossa parte, não é a fuga do filho mais novo em busca dos prazeres da vida, tampouco o sentimento de ciumaria do filho mais velho com seu legalismo tacanho, mas sim, o caráter gracioso do pai pródigo de amor para com o seu maltrapilho. “E, levantando-se, foi para seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou.” (v.20) Meus irmãos e irmãs, percebam isto: O filho mais novo saiu de casa, desperdiçou todo seu dinheiro na futilidade da vida, porém, quando seu dinheiro esvaiu-se, os “amigos da conveniência” o abandonaram. “Amigo é alguém que se achega quando todo mundo se afasta.”8 Agora persuadido pela fome chegou-se à resolução: “...Quantos jornaleiros de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome! Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e perante ti..;” (v.17-18) Notem; não foi o seu amor ao pai e/ou à sua família que o motivou a esta resolução; mas o seu estômago vazio. Nas palavras de Brennan Manning, “O estômago do maltrapilho não estava doendo de remorso porque havia partido o coração do pai. Ele cambaleou para casa simplesmente para sobreviver. Sua permanência numa terra distante o havia deixado falido. Os dias de vinho e rosas murcharam. Sua declaração de independência havia ceifado uma colheita inesperada: não liberdade, alegria e uma vida nova, mas cativeiro, tristeza e um embate com a morte. Os amigos-da-onça haviam transferido suas lealdades quando o seu cofrinho se esvaziou. Desencantado com a vida, o gastador traçou o caminho de volta para casa, não ardendo de desejo de ver seu pai, mas de apenas permanecer vivo.” Porém o que causa grande admiração neste fato, foi a atitude amorosa de seu pai. Na narrativa de Jesus está escrito: “E, levantando-se, foi para seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou.” (v.20) O pai não deu uma lição de moral ao filho:”Porque você fez isso?”, ou; “Nunca mais faça isto!”, etc. Não! A atitude do pai foi o acolhimento amoroso e incondicional para com seu filho. Porque “O amor busca somente uma coisa: o bem eterno do ser amado.”2 “De longe se me deixou ver o SENHOR, dizendo: Com amor eterno eu te amei, por isso com benignidade te atraí.” (Jr 31:3) Esta profecia teve seu cumprimento graciosamente através de Cristo Jesus crucificado. Fomos colocados nele como ato da graça de Deus conforme o relato João 12:32. “E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo.” Atraídos em Cristo crucificado, fomos participantes da sua morte a fim de sermos regenerados pela sua ressurreição. A palavra de Deus nos revela: “Palavra fiel é esta: que, se morrermos com ele, também com ele viveremos; Sabendo isto, que o nosso homem velho foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, para que não sirvamos mais ao pecado. Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos,” (II Tm 2:11; Rm 6:6; I Pe 1:3) Graça! Soberana graça!


“ Phillip Yancey foi preciso em sua consideração: “Graça, diz ele, significa que não há nada que possamos fazer para Deus nos amar mais. E graça significa que não há nada que possamos fazer para Deus nos amar menos. A graça significa que Deus já nos ama tanto quanto é possível um Deus infinito nos amar.” Outro fato que nos revela este amor indizível de Deus encontra-se na narrativa do apóstolo João capítulo 8, relacionado à mulher que fora apanhada em flagrante adultério. Os seus acusadores – os religiosos legalistas, diga-se de passagem -, a levou até Jesus, procurando algo para terem de que o acusar. Diante dos acusadores com suas acusações de um lado, e da pobre réu do outro, foi manifestada a maravilhosa graça. “...Aquele que dentre vós estiver sem pecado, seja o primeiro que lhe atire pedra.” (v.7) Jesus não estava apoiando aquela mulher em suas práticas pecaminosas (v.11), mas demonstrando a sua compaixão e graça à indigna pecadora. “Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça;” (Rm 5:20) A graça acolhe os indignos não para deixá-los como estão; mas para libertá-los de sua deplorável condição. “A graça não encontra homens aptos para a salvação, mas torna-os apto para recebê-la.”9 “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie; Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas.” (Ef 2:8-10)


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1. G.S.BISHOP ; 2. Alguém ; 3. Thomas Arnold ; 4. A.W.Pink ; 5. Lutero ; 6. Charles Hodge ; 7. Dorothy Greenwell ;
8. Anônimo ; 9. Agostinho

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O PROPÓSITO DAS AFLIÇÕES DOS FILHOS DE DEUS

“Sabemos que todas as cousas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito”.(Rm 8:28)

Queridos irmãos em Cristo, dirijo-me a vocês que são participantes conosco das aflições de Cristo. Se um homem avalia e julga as suas aflições do ponto de vista do próprio homem, certamente não encontrará resposta satisfatória a muitas coisas que acontecem. Surgirão então, muitas perguntas e tentações insinuando: “Porque estes sofrimentos?”, “Porque estas tribulações que nos sobrevêm?”, “Porque estas tragédias?”, “Porque isto?”, “Porque aquilo?”. Estas perguntas sendo avaliadas segundo o ponto de vista humano, ficarão sem respostas satisfatórias, por ignorância aos propósitos de Deus. E quando estas questões são alimentadas na mente sem uma atitude de sujeição à vontade de Deus revelada, surge então as tentações, que tem por finalidade, nos afastar da graça de Deus e levar-nos à desconfiança do seu amor para conosco. Muitos vivem derrotados pelas circunstâncias quando se colocam como vítimas possuindo um sentimento de autopiedade. Porém, quando tudo isto é considerado à luz da Palavra de Deus, de acordo com a sua soberania, então aqueles que crêem no Senhor Jesus Cristo, submetendo-se ao seu senhorio, descansarão sob a sombra do Altíssimo, serão fortalecidos pelo Senhor e cavalgarão sobre as suas aflições. “Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide;o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco e nos currais não haja gado, todavia eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação. O SENHOR Deus é a minha fortaleza, e faz os meus pés como os da corça, e me faz andar altaneiramente .”( Hc 3:17-19). Thomas Watson já disse: “Confiamos em Deus quando a providência parece correr frontalmente contra as promessas”. No verso que estamos considerando, (Rm 8:28), tudo, absolutamente tudo, cooperam para o bem daqueles que amam a Deus e foram chamados segundo o seu propósito. Mesmo os sofrimentos, as necessidades, as adversidades da vida, contribuem juntamente para o bem do povo de Deus. Alguém já disse: “Feliz é o homem que vê Deus envolvido em tudo de bom e de mau que acontece na vida”. Porém, como já nos disse George Muller: “De mil coisas que acontecem na vida dos filhos de Deus, não são quinhentas que contribuem para o bem deles; mas sim 999 + 1: as mil”. Muitos têm seus olhos voltados para as aflições; outros porém, aguardam os benefícios oriundos das aflições. Há uma reflexão que sustenta que “não há nada que esteja além do olho de Deus. Qualquer pessoa pode contar as sementes de uma maçã, mas só Deus pode contar todas as maçãs que brotarão de uma semente”. Neste caso de Romanos 8:28, é preciso observar: “O bem” a que o texto refere-se, não se trata do “bem-estar” do homem, como se ele pudesse sempre gozar de tranqüilidade, conforto, boa saúde, etc., mas o que está vem vista aqui, é o propósito final de Deus para o homem. “Sabemos que todas as cousas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.”( Rm 8:28-29). Deus usa as circunstâncias para tratar com cada um particularmente. Agostinho admite que coisas ruins acontecem igualmente a pessoas boas e más, mas diz que é a atitude piedosa diante do infortúnio que faz a diferença. Certamente, após o cumprimento dos propósitos de Deus para os cristãos, estes desfrutarão de uma bem-aventurança eterna, sem variações, isento de aflições, sofrimentos, pecados, etc., Mas, enquanto eles estiverem neste mundo, estão destinados às aflições e às adversidades, porém, estas exercem o seu papel de contribuir para o cumprimento do propósito de Deus para os seus filhos. Irmãos, “Deus teve apenas um filho sem pecado, mas nenhum sem provações”. E Ele nos envia muitas bênçãos disfarçadas em tribulações. Conta-se que há muito tempo um homem ganhou um cavalo. Na época, isto era um símbolo de riqueza. Seus vizinhos disseram: - mas que homem de sorte... E ele imperturbável, respondeu: - Talvez, depende... Um dia o cavalo fugiu... Os vizinhos disseram: - Mas que homem de azar, teve a alegria para depois perdê-la. E o homem, mas uma vez respondeu: -Talvez, depende... Algum tempo se passou e um dia o cavalo retornou, agora acompanhado de vinte e cinco outros cavalos selvagens... Os vizinhos, todos admirados, então disseram: - Mas não é que o homem é mesmo um homem de sorte... O homem, sempre tranqüilo e imparcial respondeu: - Talvez, depende... Certa manhã, seu filho foi domar um dos cavalos selvagens e este o derrubou, quebrando-lhe a perna... Então os vizinhos responderam num só coro: - Mas que homem de azar... E como sempre o homem respondeu: - Talvez, depende... Aconteceu que algumas semanas depois estourou a guerra e todos os jovens foram convocados, morrendo todos. Seu filho, no entanto, estava de perna enfaixada e não precisou ir... Todos os vizinhos, mais uma vez disseram: - Que homem de sorte... Qual o significado que nós atribuímos aos acontecimentos que nos sobrevêm? Será que julgamos tudo pela perda que sofremos, pelas dores que passamos, ou sujeitemo-nos “Aquele que é sábio demais para errar e demais amoroso para ser cruel”!?. Ah! Meus queridos irmãos! O Senhor não é indiferente para o que acontece conosco. Ele que foi experimentado em tudo; sofrimento, angústia, dores, perda, escárnios, açoites, fome, etc., Ele sabe o que é padecer! “Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado e dele não fizemos caso”(Is 53:3). Temos um sumo sacerdote que se compadece de nós. “Nossos grandes problemas são pequenos demais para o infinito poder de Deus, mas nossos pequenos problemas são grandes demais para o seu eterno amor”. A despeito de tudo o que acontece conosco, está registrado nas Escrituras: “Estas cousas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo passais por aflições; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”. (Jo 16:33). Sendo assim, “Não julgues o Senhor por sua razão fraca, mas sim, confia nele por sua graça. Por trás de uma providência indiferente, ele esconde um rosto sorridente”. Nosso Deus é Deus de propósitos, e o seu propósito ao enviarmos provações não visa o nosso prejuízo, e sim a nossa edificação. “Pois tu, ó Deus, nos provaste; acrisolaste-nos como se acrisola a prata. Tu nos deixaste cair na armadilha; oprimiste as nossas costas; fizeste que os homens cavalgassem sobre as nossas cabeças; passamos pelo fogo e pela água: porém, afinal, nos trouxeste para um lugar espaçoso”.( Sl 66:10-12). Há um comentário referente a este Salmo que diz: “O Deus que se revelou a Israel é o único Deus, e deve ser adorado por todos os homens em todos os lugares. É Ele quem disciplina e liberta; é ele quem prova seu povo para o purificar; é ele quem aflige com o fim de aperfeiçoar”. Um cristão anônimo já nos deixou escrito o seguinte: “Muitas pessoas vivem se queixando de que as rosas têm espinhos; eu prefiro ser grato pelos espinhos terem as rosas”. Deus nos disciplina tento em vista os seus propósitos. Certo cristão disse: “Deixa que Deus ordene os teus caminhos e espera Nele, o que quer que aconteça; nEle terás nos duros e maus dias tua suficiente Força e direção. Quem no perene amor de Deus confia sobre a Rocha Inabalável edifica”. As tribulações servem-se a um papel necessariamente significante para o projeto de Deus relacionado a nós. Em At 14:22 observem: “através de muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus”. As aflições são oportunidades para conhecermos os decretos divinos. Lemos em Salmo 119:71 a este respeito. “Foi-me bom ter eu passado pela aflição, para que aprendesses os teus decretos.” Também, o Senhor nos corrige em nossos caminhos para andar-nos corretamente pela verdade quando nos envia aflições. “Antes de ser afligido andava errado, mas agora guardo a tua palavra” (Sl 119:67). Através das aflições o Senhor nos leva a compartilharmos pela fé, da vitória que Cristo conquistou sobre o poder e castigo do pecado. “Ora, tendo Cristo sofrido na carne, armai-vos também vós do mesmo pensamento; pois aquele que sofreu na carne deixou o pecado, para que, no tempo que vos resta na carne já não vivais de acordo com as paixões dos homens, mas segundo a vontade de Deus.”1ª Pe 4:1-2. O Senhor deseja que dependemos dele em todas as circunstâncias, e por estarmos tão focalizados em nós mesmos, se faz necessário Ele derrubar-nos de costas para baixo, para olharmos para cima. Tudo o que nos sobrevêm, são enviados das mãos que foram traspassadas; por seu decreto ou por sua permissão. “Nada acontece a não ser pela vontade do Onipotente, ou ele permite que aconteça, ou Ele mesmo o faz acontecer” dizia santo Agostinho. Necessitamos conhecer o caminho da dependência do Senhor, irmãos. Nosso amado irmão Glênio, disse algo muito relevante: “A fraqueza de um ser finito pode apoiar-se na onipotência de um Deus Absoluto”. “Bem-aventurado o homem cuja força está em ti, em cujo coração se encontram os caminhos aplanados, o qual, passando pelo vale árido, faz dele um manancial; de bênçãos o cobre a primeira chuva. Vão indo de força em força; cada um deles aparece diante de Deus em Sião”. (Sl 84:5-7). Irmãos há um grande perigo em buscarmos a fuga quando estamos passando por momentos de aflições. Muitas vezes o Senhor não quer livrar-nos “da” fornalha, mas quer livrar-nos “na” fornalha. Nós não somos vítimas das circunstâncias, como se não houvesse um Deus que tem controle sobre elas; mas estamos sob o tratamento gracioso de Aba. Ele não quer que busquemos a fuga, mas que reconhecemos a Ele em todas as circunstâncias. “Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas”.(Pv 3:5-6). O irmão Edward Donnelly em seu livro “Depois da morte o quê ? Céu ou Inferno?”, faz um comentário muito apropriado com este assunto. Diz ele : “Uma das melhores curas da auto piedade é observar alguém que está em situação muito pior que a nossa”. Ele conta-nos uma de suas experiências: “Durante um período de doença não grave, há algum tempo, quando eu tive a tendência de me lamentar, casualmente olhei do púlpito num domingo de manhã, para uma ouvinte. Era uma cristã que recendia graça divina e que estava confinada numa cadeira de rodas devido a uma enfermidade que a aleijara. Seu semblante era sereno, firme no sofrimento, e a minha autopiedade derreteu-se no calor da sua coragem”. Continua o autor dizendo: “Mas todos nós estamos nessa situação, porque estamos rodeados de multidões que estão infinita e eternamente piores do que nós, milhões que estão a caminho do inferno. Pela graça de Cristo, nós não estamos destinados à condenação, e, todavia, ousamos queixar-nos! Quando depois disso você pensar que a vida o está tratando duramente e que Deus poderia dispor as suas circunstâncias mais amorosamente, dê uma olhada no abismo do inferno e lembre-se: “Eu estava indo para lá, porém agora não estou. Em vez disso, estou a caminho do céu, porque Deus me salvou. Que importam todas as decepções, dores e tristezas desta vida? Não são nada, em comparação com o que eu mereço, não são nada, comparadas com o que vou herdar”. Foi o que o Salmista fez: “Dar-te-ei graças,Senhor, Deus meu, de todo o coração, e glorificarei para sempre o teu nome. Pois grande é a tua misericórdia para comigo; e me livraste a alma do mais profundo poder da morte”. (Sl 86:12-13). Irmãos, o Senhor tem como propósito formar o caráter de Seu Filho em nós, e para tanto, ele precisa remover as escórias e poluições do pecado de nossas vidas, por isso nos corrige e disciplina-nos enviando-nos aflições, e isto necessariamente demonstrando o Seu amor e o Seu cuidado para conosco. “Filho meu, não rejeites a disciplina do Senhor, nem te enfades da sua repreensão. Porque o SENHOR repreende a quem ama, assim como o pai ao filho a quem quer bem.”(Pv 3:11-12). Há muito que poderíamos dizer sobre o cuidado paternal de Deus para com os Seus, mas detemo-nos apenas com mais uma consideração. Embora, no momento, as disciplinas de Deus não parecem ser motivos de alegria senão de tristeza, depois entretanto, produz fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela. E nesta rica providência de graça a que somos alvos da parte de Deus, podemos descansar no fato de que Ele nunca nos abandonará. Aquele que nunca nos deixou quando passamos por momentos alegres e felizes, também não nos deixará quando passarmos por momentos de aflições e necessidades. “Quando passares pelas águas eu serei contigo; quando pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti”.(Is 43:2). Em 1989, o terremoto que estremeceu a Armênia durou apenas 4 minutos, tempo suficiente para arrasar a nação, matando 30 mil pessoas. Logo que cessou o tremor de terra, um pai correu para a escola primária, a fim de resgatar o seu filho. Para sua surpresa, o prédio desabara, nivelando-se ao solo. Observando aquele monte de tijolos, pedras e ferros retorcidos, lembrou-se da promessa que fizera ao filho: “Aconteça o que acontecer, estarei sempre perto de você”. Impulsionado pelo que dissera, localizou a área onde ficava a sala de aula e começou a remover os escombros. Vários pais chegaram, chorando pelos seus filhos. “Tarde demais”, diziam: “Eles estão mortos, nada mais pode ser feito”.Até mesmo a polícia o desencorajou a prosseguir. Mas o pai prosseguiu na busca. Escavou oito, dezesseis, trinta e duas, trinta e seis horas. As mãos sangraram, ficou exausto, mas não desistiu. Finalmente, depois de trinta e oito horas exaustivas de trabalho, ele afastou uma grande viga de concreto e começou a chamar por seu filho. –Arman! Arman! Do meio dos escombros seu filho respondeu: -Papai, estou aqui! O menino acrescentou uma frase que soou aos ouvidos do pai como a mais preciosa de todas. – Eu falei aos outros meninos que não se preocupassem. Falei-lhes que se você estivesse vivo, você viria me salvar e que depois que eu fosse encontrado, eles também seriam salvos. Você havia prometido para mim: “Aconteça o que acontecer estarei sempre perto de você”. “E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século”.(Mt 28:20). “Senhor, não me tires as aflições; mas leva-me a depender de Ti nas minhas aflições, porque Tu estás comigo, a tua vara e o teu cajado me consolam”. Amém!

(Levi Cândido)

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Deus Bem Presente


"Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia. O Senhor dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio". (Salmos 46:1,11)

Irmãos e irmãs, tudo o que acontece relacionado aos filhos de Deus, têm um propósito de tratamento do Pai Celestial visando a um fim especifico. Nós não somos vítimas das circunstâncias, mas tudo o que nos cercam, permitam-me repetir, tem um propósito bem definido da parte do Senhor para conosco. Nada acontece a não ser pela vontade do Deus Onipotente, ou Ele permite que aconteça, ou Ele mesmo o faz acontecer. Aquele que nunca nos deixou quando passamos por momentos felizes, certamente também nunca nos deixará quando passamos por momentos de tribulações e angústias. Feliz é o homem que vê Deus envolvido em tudo de bom ou de mal que acontece. Os versos supracitados dizem-nos que Deus é o nosso refúgio e fortaleza e se faz bem presente na angústia. Dizem-nos também que o Senhor dos exércitos é o nosso refugio. Ele tem o controle de tudo o que acontece no mundo.

Há um relato bíblico muito instrutivo para nossa reflexão sobre o profeta Daniel. Podemos ler no livro de Daniel 6:20 o seguinte: “Daniel servo do Deus vivo, dar-se-ia o caso que o teu Deus, a quem tu continuamente serves, tenha podido livrar-te dos leões?”
Observemos a expressão: “DEUS VIVO”.

Quantas vezes encontramos esta expressão na Escritura! E, no entanto, é justamente o que perdemos tão facilmente de vista. Sabemos que está escrito: Deus vivo, mas em nosso viver diário parece que nada perdemos de vista tão depressa como o fato de que Deus é o Deus vivo; é agora o mesmo que era há três ou quatro mil anos; tem para com os que O amam e servem o mesmo poder soberano, o mesmo amor salvador, que teve também no passado; e fará agora pelos Seus o que já fez há dois, três ou quatro mil anos — simplesmente porque é o Deus vivo, Aquele que não muda. Oh, como devemos confiar n`Ele, e em nossos momentos mais sombrios, nunca perder de vista que Ele ainda é e sempre será o Deus vivo!

Se andamos com Ele, olhamos para Ele e d`Ele esperamos socorro, podemos estar certos de que Ele nunca nos desamparará. Sou um velho irmão, que conheço o Senhor há quarenta e quatro anos, e digo, para seu encorajamento, que Deus nunca falhou para comigo. Nas maiores dificuldades, nas provas mais difíceis, na maior pobreza e necessidade, Ele nunca me falhou. Por Sua Graça aprendi a confiar n`Ele, e Ele tem sempre vindo em meu socorro. Tenho prazer em falar bem do Seu Nome. — Jorge Müller

Lutero, certa vez, num momento de perigo e temor em que tinha necessidade de força espiritual, foi visto absorto, escrevendo com o dedo na mesa: "Vivit! Vivit!" (Ele vive! Ele vive!) Essa é a nossa esperança — para nós mesmos, para a Sua verdade e para a humanidade! Os homens vêm e vão. Líderes, mestres, pensadores falam e trabalham por um tempo e então caem, sem voz e sem força. Ele permanece. Eles morrem, mas Ele vive. Eles são luzes acendidas, e, portanto, mais cedo ou mais tarde, se apagam. Ele É a verdadeira luz, da qual os outros obtêm o seu brilho: Ele brilha para sempre! — Alexander Maclaren
"Um dia vim a conhecer o Dr. John D. Adams," escreveu o servo de Deus C. G. Trumbull, "e fiquei sabendo que, o que ele considerava a sua maior posse era a permanente consciência da presença do Senhor Jesus. Dizia que nada lhe dava maior segurança do que a consciência de que o Senhor estava sempre com ele em presença real. Dizia que isto não dependia de seus sentimentos ou emoções, nem de seus merecimentos ou de suas próprias idéias sobre como o Senhor manifestaria a Sua presença.

"Dizia ainda que Cristo era o lar dos seus pensamentos. Toda vez que sua mente estava livre de outros assuntos, voltava-se para Cristo; e ele falava em voz alta com Cristo quando estava só — na rua, em qualquer outro lugar — tão fácil e naturalmente como com um amigo qualquer. Tão real era para ele a presença de Jesus."³
Queridos, se olharmos para nós mesmos continuamente, certamente entraremos em depressão, se olharmos continuamente para as pessoas, certamente ficaremos decepcionados, se constantemente mirarmos as circunstancias, talvez sejamos consumidos pelo desânimo, mas, se ao invés de ficarmos focalizados nessas coisas, olharmos firmemente para Jesus – o Autor e Consumador da fé -, certamente descansaremos sob os Seus cuidados paternais e eternos. Infelizmente não são poucos os que vivem derrotados pelas circunstâncias quando se colocam como vítimas possuindo um sentimento de autopiedade por passarem por tribulações. Porém, quando tudo o que acontece conosco é considerado à luz da Palavra de Deus, de acordo com a sua soberania, então aqueles que crêem no Senhor Jesus Cristo, submetendo-se ao seu senhorio, descansarão sob a sombra do Altíssimo, serão fortalecidos pelo Senhor e cavalgarão sobre as suas aflições.

Disse o profeta Habacuque: “Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco e nos currais não haja gado, todavia eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação. O SENHOR Deus é a minha fortaleza, e faz os meus pés como os da corça, e me faz andar altaneiramente.” (Hc 3:17-19).

Bem aventurado é o homem que pode declarar como expressão de sua fé no momento de tribulação: “O Senhor Deus é a minha fortaleza, Nele confiarei”. Ainda que a terra venha a se transtornar, e os montes venham a abalarem-se, ainda que as águas tumultuem e espumejem-se e na sua fúria os montes se estremeçam... O Senhor dos exércitos é fortaleza no dia do mal. Tendo o Senhor como refugio e fortaleza, necessariamente teremos também o Seu cuidado nas adversidades da vida. E mesmo quando as possibilidades parecerem correr contra as nossas necessidades, “O Senhor faz os nossos pés como os da corça, e nos faz andar altaneiramente”. Que consolo, que segurança há para os filhos do Senhor! Os filhos de Deus estão debaixo de seu olhar paternal e amoroso, de modo que não faltarão direção e providência ao longo de suas jornadas nesta vida rumo ao porvir.

Thomas Watson já disse: “Confiamos em Deus quando a providência parece correr frontalmente contra as promessas”.

Quando pensamos que ele está mais longe de nós, ou mesmo que nos abandonou, a verdade é que, quando nos atemos a ele, percebemos que está colocando pedras de fundação para maior alegria em nossa vida. “Não julgues o Senhor por sua razão fraca, mas sim, confia nele por sua graça. Por trás de uma providência indiferente, ele esconde um rosto sorridente”¹
O que diz o poeta William Cowper nessas linhas é a descrição de como Deus opera a salvação eterna de seu povo. É a maneira pela qual ele governa a história, e o modo pelo qual governa nossa vida.

“Talvez haja um tempo em que parece que Deus não é encontrado, mas não existirá nenhuma ocasião em que não se possa confiar N`Ele”² O Salmista passou por esta experiência  e expressou-se: Por que estás ao longe, SENHOR? Por que te escondes nos tempos de angústia? (Salmo 10.1.)

Mas, não muito tempo depois ele reconheceu que nada pode fugir aos olhos Daquele que é sábio demais para errar e demais amoroso para ser cruel. “Tu hás, com efeito, visto; porque olhas para o trabalho e a dor, para o tomares na tua mão. A ti é que o desamparado se entrega; Tu tens sido o amparador do órfão.” (Sl 10:14)
No final das contas, tudo contribuirá juntamente para o propósito de Deus para o Seu povo. “Sabemos que todas as cousas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” ( Rm 8:28)

Como  já disse George Muller: “De mil coisas que acontecem na vida dos filhos de Deus, não são quinhentas que contribuem para o bem deles; mas sim 999 + 1: as mil”. “O bem” a que o texto acima se refere, não se trata do “bem-estar” do homem, como se ele pudesse sempre gozar de tranquilidade, conforto, boa saúde, etc..., mas o que está em voga aqui é o propósito final de Deus para os seus escolhidos. O Seu desejo é que seus filhos sejam conformados à imagem de Seu Filho a fim de que Ele seja o primogênito entre muitos irmãos.

“Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.” ( Rm 8:29)

Exatamente, Deus desejou ter uma grande família de filhos parecidos com Seu Filho, e as tribulações com suas dores, sofrimentos, angústias e privações faz parte do propósito de Deus para que possamos entrar no Seu Reino e receber essa conformidade. “Confirmando as almas dos discípulos, exortando-os a permanecer na fé e dizendo que por muitas tribulações nos é necessário entrar no Reino de Deus.” (At 14:22)

Todavia, “Deus é socorro bem presente na angústia”. Ele permite que as tribulações nos alcancem, como se estivesse indiferente à sua pressão perturbadora, para que cheguemos ao fim de nossas próprias forças e descubramos o tesouro escondido, o imenso lucro da tribulação. Podemos estar seguros de que Aquele que permite o sofrimento está conosco na dor. Pode ser que só O vejamos quando a aflição já estiver passando, mas precisamos atrever-nos a crer que Ele nunca sai de perto do crisol.

Nossos olhos estão vendados e não podemos ver Aquele a quem amamos. Está escuro — as vendas nos cegam, de forma que não podemos enxergar a figura do Sumo Sacerdote: mas Ele está ali, profundamente compadecido. Não consideremos os nossos sentimentos, mas a Sua imutável fidelidade; e embora não O vejamos, falemos com Ele. Assim que começamos a conversar com Jesus, crendo na Sua real presença, embora nos esteja velada, vem-nos em resposta a Sua voz — que nos prova que Ele está ali, no meio da sombra, velando sobre o que é Seu. O Pai está tão perto quando passamos pelo túnel, como quando caminhamos sob o céu aberto.
Comigo estás, Senhor.

Embora eu não Te veja, Sei muito bem que Tu comigo estás.
Segura forte a minha mão na dor; Cerca o meu coração com Teu amor;
Ergue a minha alma, e que ela firme esteja.
Repouso em Ti, Senhor. Comigo estás.”³
      Amados irmãos e irmãs, O cálice mais amargo com Cristo é melhor do que o cálice mais doce sem Ele. Aqueles que têm o Pastor Jesus Cristo, então possuem graça para cada pecado, direção para cada curva, luz para cada canto, e uma âncora para cada tempestade. Esses tem tudo o que precisam, pois Ele é o Senhor e Salvador do Seu povo. Confiemos Nele em toda e qualquer situação. As obras de Suas mãos o Senhor não renunciará. “Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo;” (Fp1:6)  “Pai, ordena os nossos caminhos e dirige-nos aos pastos verdejantes por amor do Teu nome. Amem!”

(Levi Cândido)
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Notas:

¹ COWPER, William (1731-1800),²Thomas Lee,³Mananciais do deserto




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"DEUS ESTÁ NO COMANDO"




“Que diremos, pois, à vista destas cousas; Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Rm8:31)

Alguém disse que a essência da doutrina da graça consiste nisto: “Deus é por nós!”. De fato, se Deus estiver a favor de alguém, quem poderá se lhe opor e prevalecer? . O amparo pertencem àqueles a quem o Senhor pertence. “Quando tudo o que você é está à disposição de tudo o que Deus é, então tudo o que Deus é está à disposição de tudo o que você é”. “Porque, quanto ao SENHOR, seus olhos passam por toda a terra, para mostrar-se forte para com aqueles cujo coração é totalmente dele..” ( 2 Cr 16:9ª ). Em primeira instância é necessário atentarmos para quem é Aquele que está no controle de todas as coisas no universo.

As Escrituras Sagradas nos mostram que o SENHOR Deus tem a soberania sobre tudo, e que todas as coisas estão ao seu inteiro dispor. “Tudo o que Deus pretende ele decreta, e o que permite já previu”. “Por isso hoje saberás, e refletirás no teu coração, que só o SENHOR é Deus, em cima no céu e em baixo na terra; nenhum outro há. Conforme os teus juízos, assim tudo se mantém até hoje; porque ao teu dispor estão todas as coisas.”. (Dt 4:39 ; Sl 119:91). Aquele que é o Criador também é o Sustentador de todas as coisas, “portanto, nada acontece a não ser pela vontade do Onipotente; ou Ele permite que aconteça, ou Ele mesmo o faz acontecer”. Muitos há que miram as circunstâncias e ficam desanimadas com elas, ao invés de mirarem Aquele que governa as circunstâncias e tem absoluto controle sobre elas. “Mas o nosso Deus está nos céus; faz tudo o que lhe agrada.” (Sl 115:3). A.W.Pink escreveu: “Deus é Lei para si mesmo e... não tem obrigação de prestar contas de suas atitudes a quem quer que seja”.

O que nós precisamos de fato, é conhecer Aquele cujos pensamentos e caminhos são infinitamente superiores aos nossos. “Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o SENHOR. Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos.” (Is 55:8-9). “Deus escreve com uma pena que nunca borra, fala com uma língua que nunca erra, age com uma mão que nunca falha”. “Se Deus é por nós quem será contra nós?”.

É conhecendo o Senhor e o seu poder, que confiaremos e descansaremos nele, mesmo em meio às adversidades da vida. Em Salmo 9 verso 10 podemos ler: “Em ti, pois, confiam os que conhecem o teu nome, porque tu, SENHOR, não desamparas os que te buscam”. Alguém disse: “Tome qualquer classe social, a mais alta ou a mais baixa, e não encontrará um só caso de alguém que tenha confiado no SENHOR e ficado desapontado” “Lança o teu cuidado sobre o SENHOR, e ele te susterá; não permitirá jamais que o justo seja abalado.” (Sl 55:22). Se nossa personalidade e nossas diretrizes, se voltam para Deus, temos a presente e eterna paz com Ele em toda e qualquer circunstância. “Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti; porque ele confia em ti.” (Is 26:3).

O pastor Tomaz Germanovix de Londrina-Paraná, disse algo muito significativo: “Façamos dos momentos sombrios e penosos de nossas vidas pássaros que nos levem, em suas asas, até à presença majestosa do SENHOR do universo. Descansemos Nele, pois ele está no comando” “Olhai para mim, e sereis salvos, vós, todos os termos da terra; porque eu sou Deus, e não há outro.” (Is 45:22). Também lemos em Salmo 46 verso 10 que diz: “Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus; sou exaltado entre as nações, sou exaltado na terra”. Thomas Brooks assim expressou-se: “A soberania de Deus é aquele cetro de ouro em sua mão pelo qual ele faz todos se curvarem, seja por sua palavra, por suas obras, por suas misericórdias ou por seus juízos”.

De fato, a doutrina da soberania de Deus transforma a adversidade. Santo Agostinho foi muito feliz em dizer que “a nossa alma jamais repousará em paz enquanto não repousar no SENHOR”. Se temos Deus como o Soberano Senhor, teremo-Lo como refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia (ver Sl 46). “A confiança em Deus, o eterno Ajudador, não só na morte e no julgamento final, mas no tempo presente também, na dificuldade imediata, pode ser visto no Salmo 54:4, onde vemos a bem-aventurança daqueles que têm o SENHOR ao seu lado. “Eis que Deus é o meu ajudador, o SENHOR é quem me sustenta a vida.”

Moisés foi um homem que aprendeu que sua felicidade, sua segurança, seu êxito em seus caminhos, dependia tão somente da presença do SENHOR com ele, por isso a sua determinação em receber do SENHOR a convicção de Sua presença, o faria disposto a seguir o seu caminho. “E Moisés disse ao SENHOR: Eis que tu me dizes: Faze subir a este povo, porém não me fazes saber a quem hás de enviar comigo; e tu disseste: Conheço-te por teu nome, também achaste graça aos meus olhos. Agora, pois, se tenho achado graça aos teus olhos, rogo-te que me faças saber o teu caminho, e conhecer-te-ei, para que ache graça aos teus olhos; e considera que esta nação é o teu povo.” (Ex 33:12-13).

“Nenhum homem pode, na verdade, dizer que teve êxito na vida, a menos que haja escrito na parte superior do diário de sua vida – Entrada: Deus!”. Moisés sabia que se o SENHOR fosse por ele, quem seria contra ele?. Ele sabia que tendo o SENHOR ao seu lado, teria a providência necessária para toda a sua vida. A resolução de seu coração era : “Senhor, eu não quero fazer nada a não ser que o Senhor me dirija”. A convicção da presença do SENHOR traz quietude, temor, humildade...dependência. Por isso vemos como o coração de Davi extravasou-se em confiança, alegria e esperança pela convicção da presença do Senhor ao seu lado. “Tenho posto o SENHOR continuamente diante de mim; por isso que ele está à minha mão direita, nunca vacilarei.

Portanto está alegre o meu coração e se regozija a minha glória; também a minha carne repousará segura.”( Sl 16:8-9 ). Oxalá experimentemo-nos aquela experiência de comunhão descrita no Salmo 84 verso 3 que diz: “O pardal encontrou casa, e a andorinha, ninho para si, onde acolha os seus filhotes; eu, os teus altares, SENHOR dos Exércitos, Rei meu e Deus meu”.“A Tua providência é grande e amável, homens e animais recebem teu cuidar; por toda a criação Tu és o responsável, mas os santos são teu interesse peculiar”. Diz o apóstolo Paulo em Romanos 8 verso 32 que “Aquele que não poupou a seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura não nos dará graciosamente com ele todas as cousas?”.

O Senhor cuida daqueles que são seus. “Provai, e vede que o SENHOR é bom; bem-aventurado o homem que nele confia. Temei ao SENHOR, vós, os seus santos, pois nada falta aos que o temem.” (Sl 34:8-10). Por isso, tudo o que nós necessitamos é Cristo mesmo. Se há algum de meus leitores com o coração quebrantado, se o pecado pesa-lhe em sua consciência, se se sentem algemados em grilhões do pecado, olhem para Jesus Cristo, e somente para Ele. “...Pois não há nenhuma necessidade que não possa ser suprida por Jesus; não há vazio no coração que Cristo não possa encher; não há um ermo que ele não possa povoar; não há deserto que ele não possa fazer florescer como a rosa.”

“O minha alma, espera somente em Deus, porque dele vem a minha esperança. Só ele é a minha rocha e a minha salvação; é a minha defesa; não serei abalado. Em Deus está a minha salvação e a minha glória; a rocha da minha fortaleza, e o meu refúgio estão em Deus. Confiai nele, ó povo, em todos os tempos; derramai perante ele o vosso coração. Deus é o nosso refúgio.” (Sl 62:5-8). “Talvez haja um tempo em que Deus não é encontrado, mas não existirá nenhuma ocasião em que não se possa confiar nele”, dizia Thomas Lee. Certa vez um homem foi pedir conselhos a um pastor. Ele achava-se no meio de um colapso financeiro. “Perdi tudo”, lamentou ele.

“-Oh, estou tão triste por você ter perdido a sua fé”. “- Não”, corrigiu o homem, “não perdi minha fé”. “-Bem, então sinto muito por você ter perdido o seu caráter”. “-Eu não disse isto”, tornou a corrigir ele. “Ainda tenho o meu caráter”. “-Que pena você ter perdido a sua salvação”. “- Não foi isto que eu disse”, tornou a corrigir ele. “Não perdi minha salvação”. “-Você tem a sua fé, o seu caráter, a sua salvação. Parece-me”, observou o ministro, “que você não perdeu nenhuma das coisas que realmente importam”... Nem nós a perdemos. Você e eu poderíamos orar como o puritano.

Ele sentava-se para uma refeição de “pão e água”, curvava a cabeça e dizia: “ Tudo isto e Jesus também!”. “De fato, grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento. Porque nada temos trazido para o mundo, nem cousa alguma podemos levar dele; tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes”(I Tm 6:6-8). Se você tem Cristo, você tem o Pastor do Salmo 23. “O SENHOR é o meu pastor: nada me faltará”. Se você tem Cristo, você tem os celeiros de Deus, pois “Cristo é a chave de todos os aposentos de Deus”. Se você tem Cristo, “você possui graça para cada pecado, direção para cada canto, e uma âncora para cada tempestade.

Você tem tudo o que precisa”. A linguagem dos santos de Deus é : “No tocante a mim, confio na tua graça; regozije-se o meu coração no teu salvamento. Cantarei ao Senhor, porquanto me tem feito muito bem. Tu és bom e fazes o bem; ensina-me os teus decretos”, etc.( cf. Sl 13:5-6, 119:68 ). “O único verdadeiro lugar de descanso, onde a dúvida, a fadiga, os ferrões de uma consciência acusadora e os anseios de uma alma insatisfeita podem todos aquietar-se, é Cristo mesmo. Não a igreja, mas Cristo, não a doutrina, mas Cristo. Não as cerimônias, mas Cristo.

Cristo, o Deus homem dando a vida pela nossa - selando o eterno concerto e fazendo a paz pelo sangue da sua cruz. Cristo, o celeiro divino de toda a luz e verdade, em quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência. Este, somente este, é o refúgio da alma aflita, a rocha sobre a qual se pode estar firme. Jesus Cristo é digno de toda adoração”.( F. Ronke) “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.” (Mt 11:28-30).

“Quando olho para mim, fico deprimido; quando olho para os outros, fico desapontado; quando olho para as circunstâncias, fico desanimado; mas...quando olho para Cristo fico descansado”. “Olhem para o meu Servo. Vejam o Meu Escolhido. Ele é o Meu Amado, em quem a minha alma se alegra...Ele não esmaga o fraco, nem apagará a menor esperança que houver” (Mt 12:18-20). “Pai, guarda e sustenta o Teu povo em Cristo Jesus.

Amém”.

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